terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os cara da Cone Crew tão fazendo barulho.



RIO - Com suas proporções continentais, o Brasil é, definitivamente, uma terra de contrastes. Numa semana, a Marcha da Maconha em São Paulo foi proibida de circular, e a resposta da polícia aos indignados que tentavam driblar a censura e defender a legalização das drogas foi a truculência. Apenas oito dias depois, a Lapa carioca foi palco para o show livre e desimpedido do ConeCrew Diretoria, grupo de rap que botou a multidão que lotou a praça dos Arcos para cantar a erva, suas agruras e benefícios. Tudo na maior paz. Desconhecido do chamado grande público, o ConeCrew reúne uma verdadeira legião de fãs, seguidores de sua filosofia enfumaçada, rimada em verso e prosa. Formado por Rany Money, Cert, Papatinho, Batoré, Ari e Maomé, todos entre 24 e 25 anos, o grupo de rap nasceu como uma brincadeira de adolescentes que se reuniam para andar de skate e se atracar com o polêmico fumo. Levado pelo assunto proibido, tema ou citação na maior parte de seu vasto repertório, o sexteto cresce e aparece cada vez mais na cena hip-hop carioca.
Há cinco anos na estrada, o ConeCrew é dessas celebridades do underground, espécie artística que emergiu com a ajuda da internet após a falência do velho sistema da indústria fonográfica. Só o clipe caseiro de "Lá pa Lapa", o segundo da banda, já soma invejáveis 700 mil visualizações no YouTube. Com o sucesso, as comparações com o Planet Hemp se tornaram inevitáveis. Ainda mais após o lançamento do segundo disco, em março deste ano, que conta com a participação de Marcelo D2 - líder da extinta e correlata banda de rap-rock - na faixa "Falo nada".

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